Do Programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios
O tecido da floresta! Na Amazônia, os seringueiros encontraram alternativas para uso do látex. Em Rondônia, eles trabalham com um produto que já conquistou o mercado.
Machadinho d’Oeste fica a 400 quilômetros de Porto Velho. Existem doze reservas extrativistas na região. Oito delas estão ativas. Na reserva Quariquara moram 38 famílias. O dia de trabalho na floresta começa muito cedo. Os seringueiros caminham até sete quilômetros por dia na mata fechada. Eles vêm de muitas direções e têm um código sonoro para se encontrar.
O látex é a principal atividade econômica da região há décadas. Os atuais seringueiros cresceram na floresta. “Sou filho de seringueiro, neto de soldado da borracha”, revela um seringueiro.
O instrumento usado no trabalho reúne uma faca e uma rapadeira. “Você limpa para o leite não sair fora do risco, que é para ir direto dentro da cuia”, ensina outro seringueiro. Com gravetos, os seringueiros fazem o suporte para as canecas. O látex escorre até o reservatório.
Atualmente, o tecido da floresta dá muito mais lucro do que a borracha. Em 2004, o Sebrae apoiou a criação de uma cooperativa que organizou o setor.
A produção de borracha já foi lucrativa. Com o enfraquecimento do mercado, muita gente abandonou a atividade. Mas em Machadinho d’Oeste, interior de Rondônia, dentro da Floresta Amazônica, os seringueiros foram criativos e encontraram um novo fim para o látex. O líquido é transformado em um tecido ecologicamente correto, usado para fazer pastas, bolsas e mochilas. Mas até isso ficar pronto é preciso muito trabalho.
A coleta acaba e é hora de transformar o látex em tecido. Na floresta, os seringueiros usam a defumação. Em um barracão fechado, a fornalha é abastecida. A fumaça sobe, aquece o ambiente.
O látex é derramado sobre uma manta de algodão. O calor une os dois materiais em um tecido emborrachado e a fumaça ainda ajuda na coloração. O Sebrae contratou um químico que eliminou o cheiro do tecido.
“Era um odor muito forte, característico da vulcanização da manta com a defumação com coco de babaçu. Alguns clientes achavam ruim porque quando guardavam no guarda-roupa, deixavam cheiro em outras roupas”, lembra o consultor do Sebrae Hiram Leal.
Dona Giselda Pereira Ramos ganha R$ 700 por mês com o trabalho. Já construiu até uma casa nova. “Não é um luxo, mas é nossa casa de moradia. Nós temos muito orgulho disso. E isso foi gerado através do nosso trabalho com o tecido da floresta”, ressalta a seringueira.
A outra forma de transformar o látex em tecido é com uma estufa. Um processo mais industrial, feito na sede da cooperativa dos extrativistas da floresta de Rondônia. Os seringueiros usam corantes para fazer tecidos coloridos.
“Hoje a gente pode fazer quase todos os tipos de cor que a gente quiser”, avisa o seringueiro Dino Ferreira dos Santos.
O tecido está pronto para ser transformado em moda. A cadeia produtiva do tecido da floresta beneficia a cidade inteira. Quinze mulheres fizeram cursos de design, corte e costura. Elas produzem duzentas bolsas por mês e cada uma ganha entre R$ 15 e R$ 25 por peça pronta.
Edna Rufino era dona de casa. Com a ajuda do Sebrae, virou uma profissional de corte e costura e já ganha R$ 250 por mês. “Agora é bom porque a gente já tem o dinheiro da gente”, explica a costureira.
A cada três meses, a cooperativa lança novos modelos. As bolsas já são vendidas em lojas de vários estados. Um novo curso do Sebrae vai ensinar a substituir argolas e fechos pelo ouriço da castanha. “Buscar os nossos recursos existentes aqui para tornar o produto ainda mais sustentável”, resume o secretário da cooperativa Erni Santos Lima.
A coperativa tem outra fonte de renda: vende o tecido da floresta para fábricas de São Paulo que desenvolvem produtos próprios. O Sebrae continua a buscar mercado para o tecido da floresta. O objetivo é fazer o produto ser tão popular quanto o algodão ou o linho.
“É nossa pretensão, nos próximos dias, oferecer a uma grande franquia nacional uniformes e acessórios provenientes da utilização desse produto para os seus franqueados”, avisa o consultor Hiram Leal.
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josiane jardim muniz de souza 3 de fevereiro
FIQUEI MUITO INTERESSADA NESTE TECIDO DA FLORESTA. O SEBRAE DE SÃO PAULO TEM ESSE MATERIAL PARA QUE SE POSSA CONHECER? OU ONDE EM SÃO PAULO PODE SER CONHECIDO?
Oi, Josiane.
Você pode obter mais informações sobre o tecido ecológico no SEBRAE/RO e na Cooperativa Coopflora. Abaixo, segue os contatos. No SEBRAE, também poderá receber orientações sobre como fazer o seu negócio com tecido da floresta dar certo.
SEBRAE ARIQUEMES (RO)
Tel.: (69) 3535-5649
franci@ro.sebrae.com.br
Endereço:Av. Tancredo Neves 1730 – Setor Industrial – CEP: 78932-000 – Ariquemes (RO)
COOPERATIVA COOPFLORA
Endereço: Av. Getúlio Vargas, 3300 – Centro – CEP: 78948-000 – Machadinho D´Oeste (RO)
Boa sorte,
Fernanda Peregrino
Blog Faça Diferente
Fernanda Peregrino 8 de fevereiro
cristina miranda 16 de fevereiro
olha tenho interesse na tecnica.. tenho uma pequena plantação e adorei o trabalho destas mulheres guerreiras…quero ir pessoalmente, como ir, obrigada
Kiko Morente 21 de janeiro
Olá,
Tenho interesse em trabalhar com tecidos o tecido da floresta. Como eu posso entrar em contato com a Cooperativa?? Aguardo retorno.
Grato
Fernanda Peregrino 22 de janeiro
Oi, Kiko.
Você pode obter mais informações sobre o tecido ecológico no SEBRAE/RO e na Cooperativa Coopflora. Abaixo, segue os contatos. No SEBRAE, também poderá receber orientações sobre como fazer o seu negócio com tecido da floresta dar certo.
SEBRAE ARIQUEMES (RO)
Tel.: (69) 3535-5649
franci@ro.sebrae.com.br
Endereço:Av. Tancredo Neves 1730 – Setor Industrial – CEP: 78932-000 – Ariquemes (RO)
COOPERATIVA COOPFLORA
Endereço: Av. Getúlio Vargas, 3300 – Centro – CEP: 78948-000 – Machadinho D´Oeste (RO)
Boa sorte,
Fernanda Peregrino
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Fernanda Peregrino 16 de fevereiro
Oi, Cristina.
Você pode obter mais informações sobre o tecido ecológico no SEBRAE/RO e na Cooperativa Coopflora.
SEBRAE ARIQUEMES (RO)
Tel.: (69) 3535-5649
franci@ro.sebrae.com.br
Endereço:Av. Tancredo Neves 1730 – Setor Industrial – CEP: 78932-000 – Ariquemes (RO)
COOPERATIVA COOPFLORA
Endereço: Av. Getúlio Vargas, 3300 – Centro – CEP: 78948-000 – Machadinho D´Oeste (RO)
Boa sorte,
Fernanda Peregrino
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Chris 1 de julho
Oi Fernanda,
Me interessei bastante pelo material produzido por essa gente de garra e fibra!!!!!
Vc sabe me informar se eles tem alguma representação no RJ ou lugar onde eu possa comprar o tecido ecológico ou couro vegetal??
Abraços
Chris
Jeane Almeida 1 de julho
Oi, Chris.
Você pode obter mais informações sobre o tecido ecológico no SEBRAE/RO e na Cooperativa Coopflora.
SEBRAE ARIQUEMES (RO)
Tel.: (69) 3535-5649
franci@ro.sebrae.com.br
Endereço:Av. Tancredo Neves 1730 – Setor Industrial – CEP: 78932-000 – Ariquemes (RO)
COOPERATIVA COOPFLORA
Endereço: Av. Getúlio Vargas, 3300 – Centro – CEP: 78948-000 – Machadinho D´Oeste (RO)
Boa sorte,
Jeane Almeida
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