logo_saiba_mais_menorA inovação em produto é classificada como incremental ou radical. A primeira delas ocorre quando uma mercadoria já existente recebe melhorias e ganha novo valor de mercado. Um fabricante de celulares implementa uma inovação incremental a partir do lançamento de novos aparelhos com design mais moderno e novas funções. Já a inovação radical refere-se à criação de um produto completamente novo. Em algumas situações, a nova mercadoria leva ao desuso de outra que exercia função semelhante. Foi o que aconteceu com o DVD, que substituiu o videocassete. Em outros casos, a nova invenção coexiste com a antiga. O lançamento da televisão, por exemplo, diminuiu as vendas de rádios, mas o aparelho não se tornou obsoleto.

Os processos de produção também podem passar por inovações incrementais e radicais. No programa de rádio do dia cinco de agosto da Rede de Conhecimento Faça Diferente, você ouviu a história do empresário Mâncio Mártires, morador do Pará. O empreendedor foi um dos pioneiros a cultivar e a industrializar, no Brasil, a planta carauá, usada por índios para fazer cordas. O material passou a servir de matéria-prima para a fabricação de pára-choques, painéis e forros de carros. Com o objetivo de tornar a empreitada possível, Mâncio abriu o negócio dentro da incubadora de empresas do Centro de Ensino Superior do Pará, onde se dedicou à pesquisa na área de biotecnologia.

As incubadoras facilitam a criação de produtos inovadores porque, primeiramente, reduzem as dificuldades dos empresários novatos, que podem se concentrar mais no desenvolvimento de tecnologias. Mediante o pagamento de mensalidade, as empresas incubadas são montadas dentro da estrutura física da incubadora. Despesas com energia e aluguel, por exemplo, são reduzidas. Além disso, essas instituições fornecem cursos sobre gestão, estratégia de vendas, atendimento ao cliente, administração, legislação, etc. Com menos preocupações, os empreendedores sentem-se mais criativos e motivados para inovar.

Além disso, as incubadoras fortalecem a proximidade entre empresários e pesquisadores, que podem trabalhar juntos no desenvolvimento de tecnologia. As empresas ficam incubadas, em média, por dois anos. Depois desse período, o empreendedor que adquire confiança no produto criado e já coleciona clientes deixa o confortável ambiente da incubação para encarar o mercado sozinho.

Finep
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) investe, principalmente, em empresas que tem por objetivo criar inovações tecnológicas. A Instituição fornece recursos reembolsáveis, não-reembolsáveis e empréstimos a juros zero. No caso dos micro e pequenos negócios, uma parceria mantida pelo Sebrae e a Finep disponibiliza financiamentos de até quinhentos mil reais em recursos não-reembolsáveis. A Finep paga 50% desse valor e o Sebrae arca com a outra metade.

Esse acordo beneficia apenas grupos formados por pelo menos três empresas que desenvolvem projetos de produtos, serviços ou processos inovadores junto à instituição tecnológica sem fins lucrativos, que pode ser uma universidade ou um centro de pesquisa. Essas entidades recebem o dinheiro para fazer a pesquisa e, posteriormente, implantam a tecnologia nos empreendimentos. Os editais são divulgados no site da Finep e na página do Sebrae.

A Finep privilegia propostas bem estruturadas, que demonstrem com detalhes a inovação almejada e descrevam os meios disponíveis na empresa para cumprir os objetivos. É importante também que você, empresário, faça uma pesquisa de mercado com o intuito de comprovar que os consumidores estariam dispostos a adquirir o produto a ser desenvolvido. Recomenda-se que os candidatos aos editais leiam atentamente a proposta. Muitas vezes, projetos não teriam sido recusados pela financiadora se o autor tivesse estudado mais profundamente as exigências determinadas na chamada pública.

Ideias Inovadoras
Produtos, serviços e processos extremamente inovadores muitas vezes nascem de ideias que, a princípio, podem parecer um pouco mirabolantes. Se a proposta não causa tanto entusiasmo, talvez ela não seja tão inovadora assim. Pegue o exemplo dos jet skis. Antes da década de 70, a imagem de uma moto que funciona sobre a água poderia parecer absurda. Mas, o fato de a ideia causar a reação de surpresa, e até um pouco de ceticismo, pode significar, simplesmente, que ninguém havia pensado nisso antes. Esse insight dá a empreendedores que apostam na inovação a chance de lançarem um produto completamente original e de se tornarem líderes de mercado.

É fundamental que você, empreendedor, faça uma pesquisa para garantir que os consumidores comprarão seu produto. Lembre-se: uma invenção só é inovadora quando conquista clientes e traz lucros à empresa. Não adianta investir na produção de um objeto muito original, mas que não atrai a clientela. Em vez de lucro, o empresário terá que arcar com prejuízo.

Os riscos da empreitada devem ser cuidadosamente analisados e não podem afugentar os empreendedores. Essa dica é destinada, especialmente, a você, empreendedor, que tem ótimas ideias, mas teme perder dinheiro. Aposte mais no seu talento e na capacidade de crescimento da sua empresa! Busque auxílio de incubadoras, de universidades e do Sebrae para aumentar as chances do seu produto ou serviço ser aceito pelos consumidores. Inove e mude radicalmente a opinião do mercado sobre sua empresa!

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Ações estratégicas para desenvolvimento de produto inovador

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