O empresário Nivaldo Henrique pediu ajuda para enfrentar o mau momento que o seu negócio vive. “Tenho uma locadora de filmes, coloquei também dois videogames e computadores. Mas com a pirataria, perdi as forças e me endividei. Hoje, não sei o que fazer: quero continuar a ter meu próprio negocio e aumentá-lo. Queria entrar para o setor de lan house e games. No entanto, como financiar essa ideia?”

Confira as dicas do Faça Diferente:

1. Inovação e diversificação:
o mercado de locação de vídeos realmente sofre muito com a “pirataria”. De toda forma, a inovação e a diversificação podem ser boas armas para combater esta situação. Procure promover eventos para trazer o público até você ou, mais que isto, leve seus produtos até os consumidores. Faça um “avant premier” de lançamentos para seus principais clientes. Promova um concurso sobre um determinado filme ou personagem e leve o vencedor para “falar” do personagem ou do filme para outros clientes. Inove sempre!

Quanto à diversificação, você já está no caminho. O segmento de lan house está crescendo muito. Procure operar com preços atrativos, e logrará êxito. O setor de videogame é bem estável e poderá lhe proporcionar a estabilidade no caixa. Diminua ao máximo seus custos operacionais para se fortalecer e praticar preços que lhe permitam enfrentar a concorrência legal e a “ilegal”.

2. Estruturação legal da empresa: procure um contador para lhe ajudar na estruturação de sua empresa como Empreendedor Individual (EI). Uma Unidade de Atendimento Individual do SEBRAE em sua localidade também pode lhe indicar um contador que tenha participado da capacitação Contabilizando com Sucesso, promovida pela entidade.

O Estatuto das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Lei Complementar 123/06) institui o Empreendedor Individual. As regras para o registro de empresário denominado EI entraram em vigor em julho de 2009. O EI foi criado com o objetivo de legalizar milhões de microempreendedores que não tinham nenhum direito previdenciário e nem personalidade jurídica. Essa facilidade da lei permitirá a legalização de negócios até mesmo em residências e sem pagamento de taxas de legalização, registro ou alvará. Mas só vale para negócios com faturamento anual de até 36 mil reais, o que dá uma média de R$ 3 mil por mês.

Outra característica é seu vínculo à Previdência Social, que sai da situação habitual dos contribuintes individuais, como é o caso de todos os demais empresários. Está previsto um valor fixo de contribuição previdenciária. Esse valor corresponde a 11% (onze por cento) do salário mínimo independentemente de quanto seja o faturamento de sua empresa. Hoje, corresponderia a R$ 51,15. Esse valor é o referente à sua própria contribuição, já que a empresa, nesse caso, estaria isenta de contribuir. Esse tipo de contribuição é para o caso do EI que não tem empregados.

O EI pode ter até um empregado que ganhe o salário mínimo ou o piso da categoria. Caso opte em ter empregado, terá que recolher mais 3% sobre o salário desse empregado para a Previdência Social, a título de contribuição patronal. Então, se tiver um empregado que ganhe R$ 500,00, terá que contribuir com R$ 51,15, própria contribuição, e mais R$ 15,00 sobre o salário do empregado. O empregado também contribui normalmente com os 8% sobre seu salário, que daria então R$ 40,00. A obrigação do Empreendedor Individual será em recolher esse valor total (R$ 106,15) e ainda informar esses dados à Previdência através da GFIP (Declaração para a Previdência).

O EI terá direito a todos os benefícios a que têm direito os empresários, como o auxílio doença e aposentadoria. O empresário só poderá aposentar-se por IDADE e não por tempo de serviço, com esse tipo de contribuição fixa em 11% do salário mínimo. Todo o período de sua contribuição previdenciária será computado para os cálculos de sua aposentadoria, mas não para a contagem de tempo de serviço. Caso deseje mudar essa situação, poderá complementar sua contribuição.

Saiba mais sobre o Empreendedor Individual no site http://www.info.sebrae.com.br/br/ei/entenda.html.

3. Linhas de crédito: O microcrédito é uma excelente opção. O Banco do Povo, subsidiário ao Banco do Brasil, trabalha como esta linha de crédito voltada para população em geral que tenha objetivos de montar pequenos negócios. O valor e tipo de empréstimo variam conforme a necessidade. A garantia é negociada e pode ser o resultado do próprio negócio. A Caixa Econômica Federal e os Bancos de Cooperativas de Créditos também têm linhas bem atraentes para microempresários.

Para investimentos maiores existem linhas de crédito específicas para financiamento de máquinas e equipamentos, capital de giro e matéria prima. O BNDES tem empréstimos para financiamento de maquinário com taxas extremamente atraentes. Os produtos do BNDES são oferecidos a partir da rede bancária, que faz a intermediação e garante o risco para o banco federal. Já os recursos (funding) são liberados pelo próprio BNDES. Você pode obter informações pelo site www.bndes.org.br/linhas/limite_crédito.asp. Reiterando, no BNDES, existem linhas de crédito voltadas para:

- implantação, modernização e ampliação de ativos fixos;

- aquisição de máquinas e equipamentos novos, inclusive conjuntos de sistemas industriais, produzidos nos país e credenciados no BNDES, que apresentem índice de nacionalização igual ou superior a 60% ou que cumpram o Processo Produtivo Básico;

- capital de giro associado exclusivamente a investimentos para implantação ou ampliação de ativos fixos, calculado em função das necessidades específicas do empreendimento;

Visite os sites abaixo e obtenha mais informações sobre microcrédito:

www.bancodobrasil.com.br/mpe
Proger Urbano EMPL; juros = 0,95% a.m.; 72 meses
Cartão BNDES; juros prefixados; 36 meses

www.caixa.gov.br/pj/pj_comercial/mp/linha_credito
Investgiro Proger; TJLP + 5% a.a.; 48 meses
Cartão Caixa BNDES; TJLP + 3,8% a.a.; 36 meses
GiroCaixa; TR + 0,83 a.m.; 24 meses

www.bndes.org.br/linhas/limite_crédito.asp.

4. Capacitação: Aprimore constantemente os seus conhecimentos a fim de melhorar o desempenho do seu empreendimento. O Sebrae dispõe de cursos a distância, gratuitos, e presenciais.  Por exemplo, o EMPRETEC é um seminário que tem por objetivo desenvolver, nos participantes, características de comportamentos empreendedores.

O programa foi desenvolvido pela ONU – Organização das Nações Unidas visando o fortalecimento destas características empreendedoras. O participante deverá primeiro identificar seu potencial empreendedor e verificar quais são seus pontos fortes e fracos.

O EMPRETEC é dirigido a empresários e/ou pessoas interessadas em montar seu próprio negócio. A metodologia é vivencial e altamente interativa, com jogos, exercícios, palestras, atividades para serem executadas em sala e atividades extras. Existem outros exercícios dentro do seminário em que os facilitadores irão explicar todas as regras para a execução.

Os cursos IPGN, Aprendendo a Empreender, Como Vender Mais e Melhor e Análise e Planejamento Financeiro também são importantes para os negócios serem de sucesso. Você pode se inscrever neles no endereço

O IPGN – Iniciando um pequeno negócio lhe permitirá ter noções de gestão de um empreendimento. Já no Aprendendo a Empreender obterá noções de legislação e mercado, entre outros. O de vendas lhe proporcionará atingir a eficiência no que é importante para uma empresa: vender. Já o de finanças permitirá conhecer uma das facetas administrativas empresariais mais importantes para o sucesso de um negócio: as finanças empresariais. O D’olho na Qualidade e Atendimento ao Cliente também podem agregar bastante no sucesso da sua empresa.

Mais informações: http://educacao.sebrae.com.br.

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