A farmacêutica Sandra Souza trabalha na drogaria e perfumaria do pai e acha que é hora inovar o negócio. A família tem o negócio há 25 anos, em São Paulo (SP), e emprega duas pessoas. Segundo ela, “é um ramo difícil de atuar, afinal a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Conselho de Farmácia podam muita coisa. Eu apóio, pois não é simplesmente um comércio mas um estabelecimento de saúde. É preciso ter cuidado com tudo, principalmente propaganda e promoções.”
Veja as dicas do Faça Diferente para inovar em uma drogaria e um negócio de família:
1) Atrair clientes: a agregação de valor no ramo de farmácias ocorre por meio do atendimento qualificado ao cliente. Facilidade e comodidade no pedido e recebimento dos medicamentos e demais itens de perfumaria e cosméticos, com rapidez e segurança, são fundamentais para o cliente. A criação de um site na internet, no qual os clientes podem acessar a lista e os preços dos medicamentos, fazer seus pedidos e agendar a data e horário de entrega, pode ser um diferencial.
2) Equipe: o investimento em treinamento de seus funcionários e a promoção de palestras e cursos de caráter técnico e motivacional são ações que podem propiciar não só a melhoria do atendimento ao público, bem como aumentar as vendas! Você pode conferir diversas dicas de cursos e treinamentos à distância direcionados ao seu ramo de negócios no site www.portalfarmacia.com.br.
3) Coopetição: para driblar a concorrência, vale citar o caso de inovação de um conjunto de farmácias independentes de Curitiba (PR), que enfrentaram dificuldades de sobrevivência no mercado, no final dos anos 80, por causa do crescimento das grandes redes de farmácia. Alguns dos proprietários destas farmácias começaram a se reunir para avaliar como poderiam cooperar para todos sobreviverem. Baseados em experiências que já ocorriam em outros segmentos de varejo (padarias, lojas de material de construção, entre outros), eles constituíram uma associação, que passou a coordenar uma rede de “coopetições” (baseada na filosofia de cooperação e competição), ou seja, eles passariam a cooperar entre si para manterem alguns processos comuns (marca única, compra dos medicamentos junto à indústria farmacêutica, estoque central, entre outros serviços). Cada empresa receberia os produtos encomendados e pagaria uma taxa de serviço proporcional aos valores de sua encomenda. Isto proporcionou uma nova forma organizacional, tanto na própria formação e gestão da rede, como na gestão interna de cada empresa participante.
Os empresários precisaram mudar suas atitudes frente ao negócio e até re-treinar seus funcionários. Hoje a rede está estruturada com mais de 150 farmácias, atuando nos estados do PR e SC, e já foi imitada pelo surgimento de outras redes semelhantes e até concorrentes.
Desta forma, a terceirização de compras através da criação de uma central que adquire matérias-primas e embalagem pode ser bastante interessante, pois refletirá em uma oportunidade de redução de custos, sem contar a redução de quadro de funcionários que compõem o grupo.
4) Logística: outras farmácias têm usado um programa de maximização de rotas na entrega de medicamentos em domicílio. E como resultado elas relatam uma diminuição no tempo de entrega, economia de combustível e maximização do uso dos veículos ou dos custos com empresas terceirizadas de motoboys.
5) Manipulação: também vale mencionar a alternativa de diversificação através da oferta de serviços de manipulação de medicamentos, já que as farmácias de manipulação vêm apresentando crescimento sem precedentes no Brasil. Com o alto custo dos medicamentos e a possibilidade do cliente ter o seu remédio confeccionado artesanalmente, as farmácias de manipulação já representam mais de 10% do quantitativo de drogarias convencionais. Como se trata de um mercado altamente competitivo e requer alto nível de competência, é importante a utilização de métodos e ferramentas de gestão empresarial modernos, capazes de organizar o processo produtivo e satisfazer os objetivos do novo negócio.
Popularity: 3% [?]

