logo_saiba_mais_menorO programa de rádio Faça Diferente trouxe a dúvida do ouvinte Fábio Seixas, proprietário de uma loja virtual de camisetas. O empreendedor perguntou que soluções criativas para gestão de capital de giro podem ser adaptadas aos micro e pequenos empreendimentos. O consultor Edson Pereira explicou que, embora o capital de giro represente, em média, 30% a 40% do orçamento do negócio, os empresários enfrentam dificuldades para gerir esses recursos. Isso ocorre porque esse dinheiro usado para operacionalizar a empresa está mais sujeito às mudanças mercadológicas e da própria dinâmica do negócio.

Esse tipo de gestão exige mudanças estratégicas, normalmente relacionadas a ações preventivas, para evitar que a falta de capital de giro represente mais despesas e acúmulo de dívidas para a empresa. É recomendável criar um fundo reserva, para ser utilizado em períodos de poucas vendas. A quantidade de dinheiro a ser depositada nesse fundo vai depender da vontade do empresário de se precaver e do quanto é possível deixar de gastar. Você pode estar se perguntando: “Mas estou atolado em dívidas, como posso fazer um fundo reserva?”. É exatamente por essa razão que essa medida é considerada preventiva. Ou seja, ela deve ser tomada antes das contas chegarem ao vermelho.

Ações corretivas

Existem, ainda, ações corretivas, que podem ser tomadas quando os recursos destinados ao capital de giro não estão sendo suficientes. Primeiramente, é preciso estudar o ciclo econômico da empresa, percebendo quanto tempo leva desde a produção do produto até a venda. Uma dica é tentar reduzir esse período, por meio da implantação de um processo produtivo mais eficiente. Dessa forma, você eleva a velocidade de produção, diminuindo o tempo entre os fastos com a compra de matéria prima e a entrada da receita de vndas, aumentandoo volume de capital de giro.

O aprimoramento do processo de fabricação do produto que resulta na redução de custos e/ou aumento de produtividade é considerado como uma inovação. Por isso que os consultores do Sebrae sempre dizem que tempos de crise são propícios para inovar. Quando o empresário se encontra em situação desfavorável, como é o caso do empreendedor que dispõe de pouco capital de giro, ele deve procurar maneiras de cortar gastos e aumentar a produtividade. Isso é uma questão de sobrevivência. Se você, empreendedor, está enfrentando uma crise financeira, aproveite o momento para estimular sua criatividade e buscar maneiras inovadoras de economizar dinheiro e elevar a quantidade de bens fabricados.

Outra ação corretiva que pode ser adotada pelo empreendedor é a renegociação de dívidas. Você, empresário, pode procurar seus fornecedores e pedir mais tempo para fazer o pagamento. Outra solução é diminuir a quantidade de vezes que seu cliente pode dividir o valor da compra. Pode ser que a divisão entre a venda à vista e a prazo não esteja equilibrada. Você pode estar oferecendo aos consumidores prazo maior do que o vencimento das dívidas, o que gera desequilíbrio das contas e diminuição de fluxo de caixa.

Também é possível procurar nos principais bancos as linhas de financiamento específicas para financiar capital de giro. Mas tenha cautela no momento de optar por essa solução. Um empresário que pega um empréstimo com juros de 2% ao mês deve estar consciente de que essa porcentagem pode ser acumulada com o passar dos meses. Isso é perigoso para empreendimentos com rentabilidade em torno de 15% a 18%. A última alternativa do empresário que não consegue suprir o capital de giro é procurar um sócio que injete dinheiro no negócio.

Muitos proprietários de micro e pequenas empresas se esquecem de que, além de ter de comprar matéria prima e possuir maquinários, é preciso ainda guardar dinheiro para operacionalizar o negócio. Não cometa esse erro! Mas se já for tarde demais e você estiver acumulando dívidas, siga os conselhos do Sebrae: corte custos na produção e faça um fundo reserva para tempos de dificuldades.

Saiba Mais
Site da Inovação