De olho nas necessidades e oportunidades do mercado, estudantes do quarto semestre de Engenharia Mecatrônica da Universidade Salvador – Unifacs apresentam produtos inovadores na Feira do Empreendedor Bahia 2009. Entre os protótipos, os jovens trouxeram um robô que faz inspeção tubular, um plotter  de circuitos internos e uma máquina que remove o pneu do interior do veículo. Os equipamentos podem ser vistos até amanhã (18), último dia do evento que ocorre em Salvador, no Centro de Convenções.

Na feira, os jovens buscam parceiros para produzir e comercializar os equipamentos. Mas alguns contaram com parcerias para tornar seus projetos realidade, inclusive de indústrias consolidadas no mercado. É o caso do robô de inspeção tubular, que foi construído com apoio de três empresas: TKS Software, Saga Industrial e a Tom Engenharia.

“Empresas que tem quilômetros de tubulações subterrâneas, como a Petrobras, podem utilizar o robô de inspeção tubular para checar se há problemas em sua rede sem necessidade de escavar ou arriscar a equipe neste trabalho.”, explica o estudante Maxvamiro. O equipamento reduz custos operacionais e preserva a vida dos técnicos.

Economia local

Estudante Daniel Veiga desenvolve impressora especial para desenho de alta qualidade

Estudante Daniel Veiga desenvolve impressora especial para desenho de alta qualidade

O plotter é uma impressora específica para a produção de desenhos em grandes dimensões e com elevada qualidade, como plantas arquitetônicas, mapas cartográficos, projetos de engenharia e grafismo. “Vimos uma oportunidade de negócio, e desenvolvemos este produto. Podemos tanto fazer as placas (impressões) de circuitos internos quanto vender o próprio plotter”, afirma o universitário Daniel Veiga.

O projeto surgiu do desafio de criar soluções para as dificuldades diárias. Os futuros engenheiros já projetaram braços mecânicos e esteiras, tecnologias ainda não produzidas na Região Nordeste do País. Além de inovadores, os produtos podem contribuir com a economia local e gerar empregos.

“No Nordeste não há fábrica da placa ou da plota. Na maioria das vezes, temos que ligar para São Paulo para encomendar, com isso acabamos arcando com outros custos, como o frete. Além disso, estamos oferecendo um produto mais barato. Gastamos apenas R$ 1,2 mil para produzir o nosso plotter, enquanto um já conhecido no mercado sai por cerca de US$ 91 mil”, conta Daniel.

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