A técnica em enfermagem Laura quer implementar ações de mobilização da equipe de uma clínica de hemodiálise. Ela pede ajuda para os consultores do Sebrae. “Gostaria de alguma ideia para mobilizar e sensibilizar os profissionais do meu trabalho. Pensei em implantar uma biblioteca e uma caixa de sugestões.” Há seis anos no mercado, o centro de tratamento fica em Recife, capital pernambucana, e tem 40 funcionários.
Lei às dicas dos consultores do Faça Diferente!
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Paulo César Coelho Ferreira 2 de fevereiro
Seu comentário…Minha cara Laura, sou paciente de hemodiálise em Belo Horizonte e escrevi em um blog minhas dificuldades com a perda do meu rim, quando um câncer queria me tirar do sério.
O blog (http://asagadevalente.blogspot.com) me ajudou a falar de muita coisa que pra mim era difícil.
Teve um livro também Amor, medicina e milagres, de Bernie S. Siegel, pela BestSeller, que me foi muito importante. No livro o dr. Bernie fala sobre meditação e grupos de encontro.
Leonardo Kenji Shikida 2 de fevereiro
Acho que o primeiro passo é não perder tempo reinventando a roda.
Entrar em contato com o máximo de outras clínicas semelhantes e ver o que elas fazem para resolver o mesmo problema. Tentar conversar com o maior número possível de profissionais desta área.
Em seguida, conversar um a um com cada um dos 40 funcionários, e propor sinceramente ser a pessoa que escuta. Ouvir as sugestões e tentar triar ao máximo possível o que é realmente útil. Só de ouvir, já ajuda a transmitir aos funcionários a mensagem de que eles importam. Mas não pode ficar na teoria, e alguma coisa sugerida precisa ser implementada. Do que eles realmente precisam? O que eles parecem querer? Tente se colocar no lugar dessas pessoas. Elas precisam de mais tempo de almoço? De armários para guardar as roupas? De um rádio? Da visita de pessoas? De biscoitos melhores na sala do café? Eu imagino que o dia a dia dessas clínicas seja pesado e a rotina deve ser mortal.
Finalmente, conversar com os pacientes. É surpreendente como as pessoas são sensíveis e solidárias nestas situações, e muitas vezes, os pacientes vêem os problemas melhor que os próprios funcionários. Afastar enfermeiras de TPM do atendimento ao público?
Leva tempo, e é preciso ser criativo, mas acho que as pessoas em geral apreciam esforços sinceros e compreendem limitações. Tem que batalhar e virar o jogo.
Mas o primeiro passo é ouvir. Ouvir DE VERDADE.