Como uma empresa pode aumentar sua capacidade de inovação sem o apoio de incubadoras, pólos tecnológicos e APLs? Um meio pode ser o associativismo, por meio do qual negócios se associam ou formam consórcios e entidades para unir esforços e melhorar suas linhas de produção, produtos, serviços, gestão e marketing. Esta união de empresas, em vários formatos, tem possibilitado o avanço dos negócios e mostrado como juntas elas são mais fortes.

Em muitos casos, o associativismo aumenta as vendas, abre as portas para a exportação e diminui os custos de promoção e participação em feiras, seminários, rodadas de negócios. Também pode contribuir para a diminuição do risco de inovar, na boa definição de estratégias, no compartilhamento de modelos de gestão inovadores e no rateio nos custos de serviços de consultoria, treinamentos e capacitações, além de redução de despesas médicas e de seguro de imóveis.

Isso, contudo, nem sempre é evidente para empresas de um mesmo setor, em uma mesma região ou município. Na maioria das vezes, os empresários se veem como concorrentes, e uma associação se torna muito difícil de ser concretizada. A visão de curto prazo e a limitada cultura do associativismo fazem com que os empreendedores vejam essa ligação como forma de espionagem industrial e comercial e perda da identidade da empresa.

Esta visão distorcida é a maior barreira para o associativismo, que não dissolve a individualidade da empresa, apesar de participar com outras do mesmo segmento de negócios. O objetivo é que cada um prospere com seu negócio por meio da colaboração recíproca e da troca de informações e experiências, levando, em efeito multiplicador, a disseminação da inovação.

Formas de associativismo

As formas de associativismo são muitas: consórcios, alianças estratégicas, fusões, parcerias, associações e uniões. Em todas elas, quando bem dirigidas e orientadas, só trazem ganhos para quem participa.

O tema associativismo é tão importante para as micro e pequenas empresas (MPEs) que a Lei Geral da Microempresa possibilita a formação do consórcio simples, tipo de associação empresarial com o qual os pequenos negócios poderão se associar visando ganhos de escala, competitividade e acesso a novos mercados.

Com maior poder de negociação, as pequenas empresas poderão comprar melhor e também vender melhor, fortalecendo o que se faz hoje por meio das centrais de negócios. Em suma, o associativismo permite o aumento de escala, o que dá mais força na negociação nas compras; a redução de custos operacionais; o crescimento da capacidade de venda; a multiplicação do conhecimento; e a disseminação da cultura da inovação