Qual melhor meio de colocar produtos alímentícios no mercado: por meio de consignação ou de distribuidores?

Qual melhor meio de colocar produtos alímentícios no mercado: por meio de consignação ou de distribuidores?

A Juliana tem um negócio no ramo de alimentos em Belo Horizonte (MG). Ela criou uma marca própria para os seus produtos. “Criamos a marca e montamos a loja de varejo, para que pudéssemos colocar o produto no mercado e testá-lo antes de sair para o atacado.”

Segundo a empreendedora, apesar dos produtos ainda serem artesanais – e por isso com pouca vida de prateleira –, estão tendo grande aceitação no mercado. Os próximos passos serão contratar uma consultoria em engenharia de alimentos para aumentar a validade dos produtos e ampliar as vendas da marca.

“Nossa intenção é trabalhar com consignação. Estamos fazendo tudo baseado em um plano de negócios (PN). Os investimentos em equipamentos estão seguindo o PN na medida em que conseguimos o capital. Daí vem a dúvida: qual o melhor caminho para se entrar no mercado: através de consignação ou partir para o distribuidor?”, pergunta a empresária para o Consultor Sebrae.

Confira a resposta do Consultor Sebrae:

Antes de entrar no mercado, há alguns fatores que empresas do ramo alimentício devem observar:

Autorização da Anvisa

Dependendo do tipo de produto que irá colocar no mercado, é preciso obter registro nos órgãos competentes para comercializá-los em escala. A legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem uma série de obrigações que deverão ser cumpridas para se obter esse registro, tais como:

- Rotulagem;

- Tabela nutricional;

- Engenheiro ou químico responsável.

O não cumprimento dessa legislação colocará o produto fora do mercado. Portanto, primeiro consulte a Anvisa e verifique se seu produto precisa ou não de registro e só depois inicie sua comercialização. Esse cuidado evitará que os seus produtos sejam recolhidos das prateleiras por uma fiscalização. Se isso acontecesse, o prejuízo poderia ser grande.

Marca

Outro fator importante é a marca. Ao criar uma marca, você precisa registrá-la no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). Pode-se ter algumas surpresas ao se colocar um produto no mercado sem a marca estar registrada. Por exemplo, se a marca já é registrada por outra empresa, ela poderá exigir judicialmente que você troque sua marca ou tire o produto do mercado, principalmente se ela for do mesmo ramo que o seu. Também poderia acontecer de colocar seus produtos no mercado sem a marca estar registrada e outra empresa registrar a marca, e aí além de fazer você ter que mudar de marca ainda poderá pegar carona no sucesso de seu produto.

Se sua marca não for registrada, consulte o site do INPI.

Consignação

Não existe uma forma melhor de posicionar o produto no mercado. O que há são meios que mais se adéquam as estratégias de vendas estudadas e estabelecidas em seu Plano de Negócios. Toda forma tem vantagens e desvantagens e é preciso pesá-las e definir o que é melhor para a empresa.

A venda por consignação é um procedimento no qual o risco é do fornecedor, que disponibiliza para o vendedor uma determinada quantidade de produtos, com margem previamente definida e cujo acerto é realizado em data acordada. O risco do vendedor é só a perda do tempo empregado na venda se não conseguir colocar o produto no mercado. Por outro lado, todos os custos de comercialização são fortemente bancados pelo fornecedor (estoque, capital de giro, divulgação, etc.). Devido a esse fato normalmente a margem oferecida por produtos em consignação tende a ser bem menor.

Como seus produtos têm pouca vida de prateleira, caso o vendedor não os liquide nesse tempo, vocês irão repor esses produtos já vencidos? Isso inclusive é a praxe de mercado: produtos como sorvetes à medida que seu prazo de validade vai expirando, o fabricante vai elaborando a troca. Isso acontece praticamente com maioria do comercio de alimentos perecíveis. Você arcará com isso?

Distribuidores

Quanto a trabalhar com distribuidores, as coisas mudam por completo. Eles geralmente são mais utilizados por sua eficiência nas seguintes funções:

- Vendas e promoção: os distribuidores dispõem de uma força de vendas que ajuda os fabricantes a atingir pequenos clientes comerciais a um custo relativamente baixo;

- Compras e formação de sortimento: os distribuidores são capazes de selecionar produtos e formar o sortimento de que seus clientes precisam, poupando-lhes um trabalho considerável;

- Quebra de lotes de compra: os distribuidores conseguem reduzir custos para seus clientes por meio da compra de grandes lotes e da sua posterior divisão de lotes menores;

- Armazenagem/Movimentação: os distribuidores mantêm estoques, reduzindo, portanto, os custos e os riscos de estocagem para fornecedores e clientes;

- Transporte: os distribuidores quase sempre oferecem uma entrega mais rápida aos clientes, por estar mais perto deles;

- Financiamento: os distribuidores financiam os clientes, concedendo-lhes crédito, bem como os fornecedores, fazendo pedidos antecipadamente e pagando suas faturas no prazo;

- Administração de riscos: os distribuidores absorvem parte do risco ao assumir a posse dos produtos e arcar com os custos de contingências, como roubo, danos, obsolescência etc;

- Informações de mercado: os distribuidores fornecem informações a fornecedores e clientes com relação às atividades de seus concorrentes, novos produtos, preços, ou seja, executam monitoramento ambiental.

Aparentemente parece ser mais simples trabalhar com distribuidores, porém é preciso tomar cuidado com sua produção. Ela terá que acompanhar o ritmo de vendas do distribuidor, pois no momento em que ele colocar sua força de venda e você não responder com a reposição de produtos, correrá o risco de ele procurar outros fornecedores com produtos similares. Avalie muito bem isso para não abrir espaço para a concorrência. A falta de um produto na prateleira fará com que o cliente busque outro para substituí-lo.

Alimentos: como colocar produtos no mercado?

Consultor Sebrae explica qual é a melhor opção para vender produtos alimentícios: consignação ou distribuidor.

A Juliana tem um negócio no ramo de alimentos em Belo Horizonte (MG).
Ela criou uma marca própria para os seus produtos. “Criamos a marca e montamos a loja de varejo, para que pudéssemos colocar o produto no mercado e testá-lo antes de sair para o atacado.”


Segundo a empreendedora, apesar dos produtos ainda serem artesanais – e por isso com pouca vida de prateleira –, estão tendo grande aceitação no mercado. Os próximos passos serão contratar uma consultoria em engenharia de alimentos para aumentar a validade dos produtos e ampliar as vendas da marca.

“Nossa intenção é trabalhar com consignação. Estamos fazendo tudo baseado em um plano de negócios (PN). Os investimentos em equipamentos estão seguindo o PN na medida em que conseguimos o capital. Daí vem a dúvida: qual o melhor caminho para se entrar no mercado: através de consignação ou partir para o distribuidor?”, pergunta a empresária para o Consultor Sebrae.

Confira a resposta do Consultor Sebrae:


Antes de entrar no mercado, há alguns fatores que empresas do ramo alimentício devem observar:

Autorização da Anvisa


Dependendo do tipo de produto que irá colocar no mercado, é preciso obter registro nos órgãos competentes para comercializá-los em escala. A legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem uma série de obrigações que deverão ser cumpridas para se obter esse registro, tais como:

- Rotulagem;

- Tabela nutricional;

- Engenheiro ou químico responsável.

O não cumprimento dessa legislação colocará o produto fora do mercado. Portanto, primeiro consulte a Anvisa e verifique se seu produto precisa ou não de registro e só depois inicie sua comercialização. Esse cuidado evitará que os seus produtos sejam recolhidos das prateleiras por uma fiscalização. Se isso acontecesse, o prejuízo poderia ser grande.

Marca


Outro fator importante é a marca. Ao criar uma marca, você precisa registrá-la no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). Pode-se ter algumas surpresas ao se colocar um produto no mercado sem a marca estar registrada. Por exemplo, se a marca já é registrada por outra empresa, ela poderá exigir judicialmente que você troque sua marca ou tire o produto do mercado, principalmente se ela for do mesmo ramo que o seu. Também poderia acontecer de colocar seus produtos no mercado sem a marca estar registrada e outra empresa registrar a marca, e aí além de fazer você ter que mudar de marca ainda poderá pegar carona no sucesso de seu produto.


Se sua marca não for registrada, consulte o site do INPI (www.inpi.gov.br).

Consignação


Não existe uma forma melhor de posicionar o produto no mercado. O que há são meios que mais se adéquam as estratégias de vendas estudadas e estabelecidas em seu Plano de Negócios. Toda forma tem vantagens e desvantagens e é preciso pesá-las e definir o que é melhor para a empresa.


A venda por consignação é um procedimento no qual o risco é do fornecedor, que disponibiliza para o vendedor uma determinada quantidade de produtos, com margem previamente definida e cujo acerto é realizado em data acordada. O risco do vendedor é só a perda do tempo empregado na venda se não conseguir colocar o produto no mercado. Por outro lado, todos os custos de comercialização são fortemente bancados pelo fornecedor (estoque, capital de giro, divulgação, etc.). Devido a esse fato normalmente a margem oferecida por produtos em consignação tende a ser bem menor.


Como seus produtos têm pouca vida de prateleira, caso o vendedor não os liquide nesse tempo, vocês irão repor esses produtos já vencidos? Isso inclusive é a praxe de mercado: produtos como sorvetes à medida que seu prazo de validade vai expirando, o fabricante vai elaborando a troca. Isso acontece praticamente com maioria do comercio de alimentos perecíveis. Você arcará com isso?

Distribuidores


Quanto a trabalhar com distribuidores, as coisas mudam por completo. Eles geralmente são mais utilizados por sua eficiência nas seguintes funções:


- Vendas e promoção: os distribuidores dispõem de uma força de vendas que ajuda os fabricantes a atingir pequenos clientes comerciais a um custo relativamente baixo;


- Compras e formação de sortimento: os distribuidores são capazes de selecionar produtos e formar o sortimento de que seus clientes precisam, poupando-lhes um trabalho considerável;


- Quebra de lotes de compra: os distribuidores conseguem reduzir custos para seus clientes por meio da compra de grandes lotes e da sua posterior divisão de lotes menores;


- Armazenagem/Movimentação: os distribuidores mantêm estoques, reduzindo, portanto, os custos e os riscos de estocagem para fornecedores e clientes;


- Transporte: os distribuidores quase sempre oferecem uma entrega mais rápida aos clientes, por estar mais perto deles;


- Financiamento: os distribuidores financiam os clientes, concedendo-lhes crédito, bem como os fornecedores, fazendo pedidos antecipadamente e pagando suas faturas no prazo;


- Administração de riscos: os distribuidores absorvem parte do risco ao assumir a posse dos produtos e arcar com os custos de contingências, como roubo, danos, obsolescência etc;


- Informações de mercado: os distribuidores fornecem informações a fornecedores e clientes com relação às atividades de seus concorrentes, novos produtos, preços, ou seja, executam monitoramento ambiental.


Aparentemente parece ser mais simples trabalhar com distribuidores, porém é preciso tomar cuidado com sua produção. Ela terá que acompanhar o ritmo de vendas do distribuidor, pois no momento em que ele colocar sua força de venda e você não responder com a reposição de produtos, correrá o risco de ele procurar outros fornecedores com produtos similares. Avalie muito bem isso para não abrir espaço para a concorrência. A falta de um produto na prateleira fará com que o cliente busque outro para substituí-lo.